Publicado 24/10/2016 10:02:08

Síndrome do ovário policístico x Alimentação equilibrada

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum na fase reprodutiva da mulher, com prevalência entre 4 e 12%. A ocorrência familiar é frequente, principalmente quando há parentesco de primeiro grau (20 a 60%).

O conceito da SOP é muito amplo. Caracteriza-se clinicamente pela presença de puberdade precoce; disfunção menstrual; hiperandrogenismo (aparecimento de acnes, seborreia, pelos, queda de cabelo) e disfunção ovariana (anovulação crônica, infertilidade).

A etiologia da SOP ainda não está completamente elucidada, no entanto, várias hipóteses são aventadas e mais recentemente a resistência insulínica (A resistência insulínica caracteriza-se pela diminuição da sensibilidade dos tecidos à ação da insulina, gerando importantes implicações metabólicas, principalmente a intolerância a glicose, diabetes melittus tipo 2 e obesidade). Em alguns artigos científicos, relataram que aproximadamente 50 a 70% das mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) tinham resistência periférica à insulina, que agravava o quadro de hiperandrogenismo. Entre os mecanismos envolvidos, salienta-se o estímulo direto pela insulina (hormônio responsável pelo controle do açúcar no sangue) na síntese de androgênios nos ovários e nas supra-renais, e também a redução do transportador sanguíneo de testosterona e das proteínas carreadoras dos fatores insulinomas.

Diante disso, a mudança de hábitos alimentares, controle do peso e a pratica de exercícios físicos regulares podem ser de grande importância para o tratamento e controle da SOP.

Observa-se que cada vez mais a Síndrome do Ovário Policístico deve ser vista amplamente como uma doença metabólica e não apenas como uma alteração hormonal. Sendo assim, se faz necessária a abordagem multidisciplinar direcionada ao controle dos fatores de risco, a fim de minimizar as complicações em longo prazo.

Um Plano Alimentar equilibrado, diminuído de produtos industrializados, moderado em carboidratos de baixo índice glicêmico (vegetais, frutas, raízes, leguminosas, cereais integrais) ricos em proteínas magras e gorduras do bem (azeite extra virgem, oleaginosas, abacate, sardinha, atum..), e também boas estratégias antioxidantes (chás, fitoterápicos, suplementos alimentares) melhoram, e muito, todos os sintomas, sinais clínicos e laboratoriais da SOP. Consulte já um nutricionista capacitado!


Débora Perçu Martins
Nutricionista Clinica e Esportiva Funcional
CRN4 03100939

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