Publicado 17/10/2014 20:14:46

Filmes da semana 17/10 até 23/10

Entrou em cartaz esta semana o filme Na Quebrada, produção nacional dirigido por Fernando Grostein Andrade. Apesar de toda crítica negativa feita sobre os filmes que retratam as mazelas do nosso país, principalmente a pobreza, temos sempre que nutrir um olhar positivo e tentar aproveitar a oportunidade para a reflexão e o debate. O filme é baseado em histórias reais de jovens que buscam através do cinema, transformar suas realidades e de suas comunidades. Apesar dos clichês, do roteiro previsível e do foco narrativo engessado na idéia de passar mensagens positivas, é uma produção muito bem cuidada. Edição, montagem, atores e até a trilha sonora, normalmente deixada de lado, foram bem construídas e, o resultado final, ficou muito bom. Vale o ingresso e, por conta da violência, é indicado para os mais crescidos. Os créditos são interessantes e ajudam a criar identificação do filme com o espectador, não saia correndo assim que o filme terminar. 

Para as crianças temos Festa No Céu em 3D. É uma animação que se ambienta na celebração do dia dos mortos, tão enraizada na cultura mexicana, e conta com figuras de peso como Guillermo del Toro na produção e o premiado Gustavo Santaolalla na trilha sonora. Certamente os pontos fortes estão exatamente aí, a produção de arte é um espetáculo à parte, só pelo show de cores, figurino e caracterização das personagens já vale o ingresso. As canções e trilha também fazem bonito, como não poderia deixar de ser, e a celebração mexicana dos mortos é rodeada de mistério e sempre desperta nossa curiosidade. O problema é que a história se desenrola em três planos distintos e, esse vai e vem, acaba por confundir o público, principalmente os pequenos. Independente disso, este é provavelmente uma das mais belas animações do ano e é programa certo para fazer com as crianças.

Outra estréia nesta semana é Fúria, estrelado por Nicolas Cage. Muita ação, violência e exageros para todos os lados. Basicamente é o bom moço, mas com um passado condenável, que após um acontecimento trágico se transforma no justiceiro inconsequente, remoendo o passado e confrontando o presente. O pior é que Nicolas Cage faz a mesma atuação burocrática de sempre e o roteiro engana o público, nos induzindo a um pensamento para no final, dizer o contrário. Resumindo, é um filme violento, com cenas exageradas e o único trunfo do roteiro, que seria surpreender no final, cai por terra. É uma sopa que mistura tragédia, brutamontes, pouca inspiração, muita pancadaria e uma lição de moral óbvia. Só indicado para os admiradores dos filmes estilo Macho Man.

Para terminar, temos a estreia de Sobrevivente Urbano. Filme nacional, rodado no Rio de Janeiro, baseado em um curta metragem com pouco mais de sete minutos de duração, rodado no Canadá. Dirigido por José Carlos Silva, conta com as presenças de André Di Mauro, Toni Garrido, Carlos Bonow, Bemvindo Sequeira, entre outros. É um drama com suspense e ação policial sobre um jornalista que é perseguido depois de gravar cenas de ameaça e violência, cometidas por criminosos, no celular. Como a distribuição é própria, só está passando nas telas de Nova Friburgo e Teresópolis, com previsão para ir para o Rio de Janeiro somente na semana que vem.

 

Sugestão:
Estudando a América Latina com minha filha essa semana, lembrei do filme Bananas, do Woody Allen. Feito a mais de 40 anos, é uma boa dica para rir e refletir, mesmo no tempos atuais, sobre nós e nossos governantes.

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