Publicado 10/10/2014 18:10:00

Filmes da semana 10/10 até 16/10

Mais uma vez temos a história de Dorothy, Totó e companhia, e já pode ser vista nos cinemas, desta vez, na animação A Lenda de Oz. A história é bem conhecida e muito aplaudida, principalmente pelas crianças. As personagens são bem definidas, o bem e o mal duelam em um mundo de fantasia e, o mais importante, ninguém tem dúvidas de quem vai vencer no final. É uma fórmula pronta de sucesso que Hollywood vem apostando, mas, o problema é a referência. O Mágico de Oz, de 1939 com Judy Garland é um clássico do cinema, um filme inesquecível aos olhos, mente e ouvidos. Essa referência não deve ser ignorada, mas a nova versão é nada mais do que um convite para levarmos as crianças para conhecerem e reviver as aventuras em Oz, e sem comparações. A animação tenta usar um pouco de originalidade ao introduzir novas personagens, e um enredo diferente, mas no todo, vai pelo mesmo caminho do original. O filme é em 3D e pode ser visto no shopping da praça. É certamente um bom programa para fazer com os filhos.

Outra estreia é O Físico, uma adaptação do livro do escritor Noah Gordon. Apesar do título, o filme narra a busca de um homem para conhecer e desenvolver a medicina no século XI. Como não existia a profissão de médico nessa época, as pessoas chamavam quem se dedicava a cuidar das doenças de physicist, daí o título. Apesar do tema ser interessante, vale lembrar que pouco se conhecia de anatomia e dissecar um cadáver era uma heresia, condenável a morte, o filme prefere dar prioridade à romances e ocultismo ao invés de questionar e debater a problemática sobre o desenvolvimento da ciência no século XI. O roteiro deixa a desejar, a direção de arte também e cortes abruptos atrapalham o entendimento, afinal, foram retirados 36 minutos do filme pela distribuidora brasileira. Para piorar as atuações não ajudam e sobram os clichês. Mesmo com muitos problemas, o assunto desperta muito interesse e pode agradar, principalmente para quem conhece o livro. Recomendado apenas para maiores de 14 anos. 

Representando o gênero terror, entrou em cartaz o filme Annabelle. Vista pela primeira vez em Invocação do Mal, de 2013, a boneca Annabelle, mais borrada do que maquiada, com seus olhos grandes e um sorriso irônico e assustador, mereceu virar o centro das atenções em um bom filme de terror. Se por um lado o enredo não é muito original e até mesmo previsível, a produção de arte faz um bom trabalho, assim como a direção e a edição. Já no início do filme muita coisa acontece, e depois se desenvolve da mesma forma de tantos outros, com os eventos se sucedendo e intensificando, as revelações, padres e sustos em geral. A boneca, mesmo sendo um objeto inanimado, rouba a cena, méritos do diretor. Os fás de terror vão gostar e, apesar da indicação etária para maiores de 14 anos, não tem sexo e a violência fica mais direcionada ao sobrenatural.

A última estreia em Nova Friburgo para esta semana é Trash - A Esperança vem do Lixo. Dirigido pelo britânico Stephen Daldry, três vezes indicado ao Oscar, é uma adaptação do livro de Andy Mulligan que conta a história de coragem de três meninos que vivem em um lixão num país fictício, que, para nós brasileiros que ironicamente nos acostumamos a ouvir "esse país não existe", é o Brasil. O filme conta com a presença de Wagner Moura, Selton Mello, Rooney Mara, Martin Sheen, entre outros, mas os protagonista mesmo, são os meninos que buscam desvendar pistas deixadas em uma carteira encontrada no lixão. Ainda sobre os atores, palmas para Nelson Xavier que faz uma pequena aparição e nos presenteia com suas atuações marcantes. Vale destacar ainda o ótimo trabalho de Antonio Pinto na trilha sonora. Apesar desta produção contar com muita experiência, recrutar atores mirins é sempre complicado. Apesaar esse problema, fica na conta do roteiro, que também deixa a desejar. No geral, é bem produzido, tem boas atuações, faz pontes entre presente e passado acrescentando narrativamente e tem na mensagem o ponto alto. É por esse motivo que você deve ver este filme. Apesar do clichê, é uma boa analogia do lixo e onde ele realmente está, físico e social. Vale o ingresso e, por conta da violência, a indicação etária é para 14 anos.

Dica para assistir em casa fica por conta de Lincoln, estrelado por Daniel Day-Lewis. Além de ser um ótimo filme, muito bem feito e interpretado, impressiona ao ver como o desenrolar das ações políticas pouco evoluiu. São os mesmos acordos que vemos hoje, sempre favorecendo interesses de poucos, ainda que seja para fazer o óbvio. Bom para inspirar em tempo de eleições.

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