Publicado 30/06/2015 10:25:47

A coenzima Q10 e suas aplicações na clínica e no esporte

Carne é uma das principais fontes da Coenzima Q10

A coenzima Q10 (Co Q10) ou também chamada de Ubiquinona, é um composto natural com propriedades similares as das vitaminas lipossolúveis, porém não pode ser considerada uma vitamina por ela ser sintetizada pelo organismo. Mas podemos também obtê-la pela dieta. Ela é essencial em vários processos biológicos relacionados a produção de energia, por isso encontra se em grandes quantidades a nível mitocondrial, principalmente nos órgãos que necessitam de muita energia como músculos, principal deles o coração, e cérebro. Sendo esses órgãos mais suscetíveis a ação de radicais livres de oxigênio e que a Coenzima Q10 apresenta capacidades antioxidantes. Por essa razão faz dessa coenzima um composto de grande interesse tanto na pratica clínica quanto na esportiva.

 Na pratica esportiva, a Co Q10 se torna essencial em processos biológicos relacionados a geração de energia no tecido muscular esquelético em resposta a contração, (pois atua como cofator na cadeia de transporte de elétrons mitocondrial, gerando ATP- principal molécula fornecedora de energia) principalmente em atividades de caráter aeróbio, de baixa/moderada intensidade e longa duração (ex. corrida). Em alguns estudos, os efeitos esportivos mais comuns observados são relacionados com o consumo máximo de oxigênio, o tempo de exaustão e a fadiga muscular.    

Nas nas folhas verde-escuras também é encontrada a Q10

 Além dos efeitos ergogênicos, a Co Q10 também apresenta efeitos terapêuticos, como em cardiopatas, que são os pacientes mais beneficiados, por conta da melhora da função endotelial. Isso se deve, em parte a baixa expressão e atividade que estes pacientes apresentam de uma enzima antioxidante chamada ecSOD, que protege os vasos contra o dano oxidativo, a formação de placas de ateroma e a hipertensão arterial. A suplementação de Co Q10 pode aumentar tanto a expressão como a atividade dessa enzima podendo se refletir em resultados clínicos positivos. E para aqueles pacientes que fazem uso crônico de estatinas, a produção da Coenzima Q10 fica muito prejudicada, isso porque as estatinas bloqueiam a síntese endógena de colesterol, e a coenzima Q10 é produzida a partir do colesterol endógeno.

A Co Q10 também está sendo utilizada na melhora da qualidade das células espermáticas (melhorando a fertilidade masculina) já que estas possuem uma quantidade alta de mitocôndrias. Estando relacionada com a movimentação dos espermatozoides. Além disso ela também age como um potente antioxidante não enzimático, prevenindo a oxidação das membranas dos espermatozoides, reciclando a vitamina E disponível e protegendo o material genético presente nessas células.

Outras aplicações da Co Q10 na clínica são: a redução importante da placa bacteriana, no avanço da inflamação periodontal em doenças periodontais, e também ela consegue diminuir a frequência de enxaqueca. Além dessas, estimula o crescimento celular e atenua a morte celular (antienvelhecimento). Previne estresse oxidativo e dano neuronal (ótimo para disfunções cognitivas). Diminui progressão da doença de Parkinson em pessoas no estágio inicial. Ajuda a prevenir o envelhecimento cutâneo (rugas). Mas ainda precisam de mais pesquisas conclusivas.

As principais fontes alimentares da Coenzima Q10 são: Produtos de origem animal: encontrado na mitocôndria de animais (carnes de maneira geral), principalmente a sardinha, é rica em Coenzima Q10, salmão, nozes, espinafre, abacate, picão. Produtos de origem vegetal: encontrado no cloroplasto principalmente nas folhas verde-escuras, sementes oleaginosas, principalmente o amendoim.

 

Débora Perçu Martins

Nutricionista Clínica e Esportiva

CRN4 03100939

 

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A sardinha também é rica na Coenzima Q10

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