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Publicado 11/01/2018 07:35:34

Sete anos depois da tragédia climática, Friburgo tem 24 mil pessoas residindo em áreas de risco

Número de pessoas em áreas de risco foi estimado pelo secretário da Defesa Civil, coronel Mori

A tragédia climática, segundo dados oficiais, matou mais de 900 pessoas na Região Serrana - praticamente metade delas em Friburgo - deixou um rastro de destruição ainda visível nos sete municípios devastados em 11/12 de janeiro de 2011. Sete anos depois da catástrofe climática, quase 15% da população friburguense ainda reside em áreas consideradas de risco. É o que diz matéria publicada pelo jornal O Globo, nesta quinta-feira, 11.

TRECHOS DA MATÉRIA

Em Nova Friburgo, a cidade mais castigada pelo temporal de 2011, há aproximadamente 24 mil pessoas vivendo em áreas de risco. Muitas delas voltaram a morar em casas atingidas por enxurradas e deslizamentos, condenadas pela Defesa Civil.

"É verdade, temos um grande número de famílias vivendo em áreas de risco. Para uma cidade com 192 mil habitantes, há muita gente em perigo. Vinte mil estão em pontos que podem sofrer deslizamentos e quatro mil, em regiões sujeitas a alagamentos ou enchentes", reconheceu o coronel do Corpo de Bombeiros João Paulo Mori, secretário municipal de Defesa Civil de Nova Friburgo.

O coronel Mori também disse que, nos últimos três anos, centenas de casas que haviam sido abandonadas foram ocupadas. Ele afirmou que os invasores são avisados do perigo, mas admitiu que os alertas da Defesa Civil surtem pouco efeito.

"Eles retornam. Outro dia, visitando uma área de risco onde todas as casas estavam vazias até pouco tempo atrás, vi algumas roupas penduradas num varal. Ao entrar no imóvel, encontrei uma família. Falei sobre o perigo, dei conselhos, porém nada adiantou. É um situação muito difícil", afirmou o secretário, acrescentando que as sirenes de alerta de temporal da cidade estão funcionando.

Após a tragédia de 2011, o governo estadual construiu cerca de 2,3 mil imóveis em Friburgo, sobretudo, no Condomínio Terra Nova. Várias encostas foram reconstruídas, mas em outras tantas nada foi feito ou as obras estão paralisadas.