Publicado 24/01/2019 10:15:08

PSICOLOGIA: Lei Maria da Penha - Cuidado com suas escolhas

Mulheres têm sido mortas por seus companheiros e aquelas que não perdem a sua vida, sofrem agressões e tortura psicológica.  Somente nesse ano de 2019, já são mais de 16 casos de vitimas fatais no país. O Brasil tem uma das melhores leis de proteção do mundo, a Lei Maria da Penha, mas o que tem acontecido que ela não tem saído plenamente do papel?

Esse tipo de crime começa de forma silenciosa. Os companheiros iniciam um processo de posse dessas mulheres. Lentamente fazem com que a vítima se afaste de pessoas próximas, de seus amigos e familiares. Faz críticas à questão estética, ao seu trabalho e essa mulher entra num estado de ostracismo (isolamento) e tem sua autoestima diminuída a cada dia. Esse processo é lento e contínuo. Qualquer pessoa que chega próximo dessa vítima é uma ameaça para o agressor. Eles são ciumentos patológicos com transtornos psicológicos sérios. Conversam de forma agressiva e quando o diálogo não causa efeito, começam as lesões físicas.

Coloquemo-nos no lugar de uma mulher, cuja renda própria é baixa ou nenhuma, já que cabe a ela cuidar do lar e não tem com quem deixar os filhos pequenos. Ela não tem como sair dessa casa, até mesmo pelo amor e zelo pelas crianças. Precisa denunciá-lo, mas como sustentará seus filhos?

O Estado dispõe de recursos para ampará-la, porém é lento o processo e requer que eles se escondam do agressor. De vítima passa a fugitiva. Essa reflexão está avançando cada dia mais, porém é preciso muita evolução ainda.

Cuidado com quem você se envolve. Faça uma pesquisa sobre o companheiro, uma análise dos atos, converse para saber sobre o passado desse homem. Na maioria das vezes, esse agressor aprendeu dentro de sua própria casa a ser assim, portanto, esse comportamento é repetitivo. Ele realmente acredita que está agindo de forma correta.  Caso você entre nessa relação, ao perceber os primeiros indícios, peça ajuda. Não ignore dentro de você esses sinais. Faça perguntas a si mesma: eu sou tratada com carinho e respeito o tempo todo? Caso não, fique alerta! Saiba que você não é uma culpada nessa relação, você é uma vítima.

Priscila Viana de Souza Frazão – Psicóloga Clínica

(22) 9 9899 5399 / (22) 2580 1389