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Publicado 01/08/2018 12:16:33

PSICOLOGIA: Consertar ou descartar

Vivemos a geração dos descartáveis. Tudo é descartável. Copo, talher, roupa, objetos. Se algo dá defeito, descartamos e ainda dizemos que é mais barato comprar um novo do que consertar. Será que o tempo todo devemos descartar?

Existe uma questão ambiental séria sobre os descartáveis. Muito lixo acumulado. Bastante poluição gerada por descartarmos os objetos de qualquer jeito. Se não bastassem somente os objetos, pessoas estão descartando as outras pessoas. Isso tem sido visível em amizades, namoros, casamentos e até mesmo entre familiares (irmão com irmão, primos, pais e filhos). Deixamos de comprar em algum estabelecimento às vezes, somente porque o ar condicionado não estava funcionando naquele dia, por exemplo.

Relacionamentos estão sendo desfeitos como num passe de mágica somente pelo fato de as pessoas não saberem “consertar” o que gerou o conflito. As mágoas permanecem por longos períodos e não há o diálogo pacífico sobre o que causou a mágoa, isso porque é mais fácil “trocar” de pessoas. Quantas amizades são extintas por não se saber “consertar” o que teve algum problema.

O amor é a grande fonte de conserto. Tudo se resolve com o amor. É ele que nos faz consertar ao invés de descartar. É o amor que faz com que eduquemos com mais paciência, que perdoemos e que nos respeitemos.

Façamos sempre essa pergunta: há conserto antes de descartar? Mágoa tem conserto, amizade tem conserto, casamento, relacionamentos mais diversos têm conserto. O maior conserto é o do nosso próprio defeito. Caso não seja possível consertar o que é incômodo por não saber como fazer, procure um profissional especializado. Ao invés de descartar, muitas coisas serão consertadas.

Priscila Viana
Psicóloga Clínica, Especialização em Hipnose Clínica, Abordagem Transpessoal, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Avaliação Psicológica, atuando em consultório por 11 anos e pela Polícia Federal. 

Tels.: 22 9 98995399 / 25801389 - email: priscila@solucione.psc.br