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Publicado 25/05/2016 13:00:27

Onda verde turbina vendas de empresas de coletor menstrual e fralda de pano

Coletor menstrual

Investir em produtos que não agridem o ambiente faz bem para o planeta, mas também para os negócios. A administradora de empresas Mariana Betioli, 36, criou a InCiclo, em São Paulo, que fabrica e vende coletores menstruais no Brasil desde 2010. São usados no lugar de absorventes femininos. Segundo ela, o mercado está em expansão e suas vendas cresceram 270% no último ano.

A Nós e o Davi, de Florianópolis (SC), fabrica fraldas de pano reutilizáveis e foi aberta pela ex-estudante de sistemas de informação, Laís Oliveira, 24, e pela assistente social Beatriz Souza, 49. O desenho é diferente das antigas de pano e lembra fraldas descartáveis.

Coletor custa R$ 79 e dura dez anos

O coletor custa R$ 79 é feito de silicone e não usa látex, corante ou processos químicos que afetem o ambiente. Além disso, é reutilizável e tem validade de até dez anos. O apelo da empresa é reduzir material higiênico descartável.

A fralda custa R$ 45. É lavável, reutilizável e pode ser ajustada desde o nascimento até a criança parar de usar.

O desafio é atrair novos clientes, mostrando que ela faz bem para o planeta.

Saúde da mulher e de bebês pode ser prejudicada?

Segundo a ginecologista Patrícia de Rossi, não há contraindicação para o uso do coletor menstrual, mas é preciso cuidado na hora de manuseá-lo. "As mãos precisam ser sempre higienizadas e o copinho deve ser esvaziado em um local limpo".

No caso das fraldas, a médica afirma que produtos naturais são menos agressivos para o corpo e não possuem riscos. Elas causam menos abafamento, diminuindo as assaduras. Não é preciso lavagem especial para as fraldas, mas reforça a importância da frequência de trocas.

Fonte: http://economia.uol.com.br/

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