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Publicado 13/09/2016 09:18:57

Firjan: Deslocamento casa-trabalho-casa gera prejuízo de R$ 166 milhões no Centro-Norte

O tempo gasto pelos trabalhadores do Centro-Norte Fluminense no trajeto casa-trabalho-casa gera um prejuízo de R$ 166 milhões. De acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira, dia 12, pelo Sistema FIRJAN, esse é o custo dos deslocamentos de 40,4 mil moradores da região que levam mais de 30 minutos no trajeto de ida e volta para o trabalho, a chamada produção sacrificada. Em média, cada um gasta 1 hora e 58 minutos por dia (1h58).

O estudo, que analisou as doze cidades do Centro-Norte Fluminense com base em dados de 2013 – últimos disponíveis –, mostra o que deixa de ser produzido devido aos mais de 30 minutos perdidos nesses deslocamentos.

Nova Friburgo responde por 50,3% do custo total da região. Na cidade, deixam de ser produzidos R$ 83 milhões, principalmente porque o município concentra 56,2% daqueles que levam mais de 30 minutos.

No ranking do maior impacto sobre o próprio PIB, Cachoeiras de Macacu e Cantagalo lideram empatadas, ambas com 2,4%. Na comparação com 2011, o tempo de deslocamento no Centro-Norte Fluminense subiu sete minutos (6,9%), apesar de o número daqueles que perderam mais de 30 minutos no trânsito ter diminuído em 2,2% (909 pessoas). Isso significa que aquelas pessoas que se deslocam por mais de 30 minutos estão ficando mais tempo no trânsito.

De acordo com o Sistema FIRJAN, a ausência de um planejamento urbano adequado resulta em forte desequilíbrio na distribuição de funções urbanas. Um dos principais problemas é a falta de infraestrutura para a atração de empresas e a oferta de postos de trabalho. Isso faz com que uma parcela expressiva da população tenha que fazer longos e demorados deslocamentos para a realização de atividades, causando impacto negativo na economia.

No estado do Rio, 3,5 milhões de trabalhadores gastam mais de 30 minutos nos deslocamentos casa-trabalho-casa. O tempo gasto é de, em média, 2h18 e o custo dessa produção sacrificada é de R$ 30,3 bilhões, o equivalente a 4,8% do PIB em 2013.