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Publicado 23/02/2016 12:50:13

Exportações de moda da região aumentaram 24% em valor

Moda íntima: produto da região Centro-Norte Fluminense

Análise da FIRJAN Internacional revela que as exportações de moda da região Centro-Norte Fluminense aumentaram 24% em valor em 2015. No mesmo período também foi registrado crescimento na diversificação de mercados: os países destinos aumentaram de 32 para 38 no ano passado.

Em um levantamento feito pela FIRJAN Internacional, foram analisadas as vendas de vestuário do Centro-Norte Fluminense dos últimos dois anos, levando em conta Valores, Peso, Preço Médio e a Variação destes respectivos índices. Os dados examinados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O destaque positivo nas exportações advém, em grande parte, da valorização do preço principalmente de “Soutiens, cintas, espartilhos, suspensórios, ligas e artefactos semelhantes, e suas partes, mesmo de malha” com valorização de 150% em 4,3 toneladas. Esse é o item da Nomenclatura Comum do Mercosul de maior volume exportado. A NCM é o código que identifica a natureza das mercadorias e promove o desenvolvimento do comércio internacional.

Para Cláudia Teixeira dos Santos, especialista em Comércio Exterior da FIRJAN Internacional, a valorização do dólar frente ao real representa oportunidade para exportar. A especialista explica que é preciso buscar novos mercados. “Em 2015, os dois principais parceiros comerciais do estado do Rio, Estados Unidos e China, representaram juntos 40% da corrente de comércio. Qualquer alteração nesses parceiros causa um grande impacto na pauta. Por isso, é fundamental a busca pela diversificação”, analisou.

Em Nova Friburgo, a empresa Sensualle, que trabalha com lingerie erótica, colhe os frutos de um investimento direcionado às exportações. O gerente de vendas, Eric Gouvêa Aguiar, conta que entrou para equipe em 2006 para incrementar as ações em prol do mercado externo. “No início participamos de muitos salões internacionais e fizemos contatos. Hoje temos uma cartela de clientes fidelizados e vendemos para mais de 30 países, cobrindo os cinco continentes”, revela o gerente. Ele explica que ainda é necessário estar sempre atualizado sobre burocracias para não ser pego de surpresa pelo cliente e ter sempre as melhores oportunidades de negócio na manga.

Apesar de a moda íntima ter sido a primeira colocada em todos os países, houve tendência de aumento nas importações de moda esportiva e vestuário feminino, em geral, em alguns países europeus como França, Itália e Suíça.

A ReD Sports, que trabalha com moda fitness, é uma das empresas que tem percebido o crescimento das vendas para o mercado externo. Segundo a gerente Andreia Tomaz, eles exportam há mais de 10 anos e o que mais colabora para esse fenômeno é a qualificação do produto. “O desafio é exportar moda brasileira mesmo, com a nossa modelagem, e mesmo assim observar o número de compradores interessados aumentando”, garante Andreia.

A empresária Luciana Navega Cabral, diz que na Maninha’s Moda Praia a expectativa é de aumento nas vendas para os próximos seis meses. Luciana relata que desde agosto do ano passado vem registrando aumento na procura dos biquínis e revela que está em negociação com novos mercados como Equador e Japão. “Esse é o momento! Devemos fazer o possível para qualificar o produto, investindo em design e, no nosso caso, na contextualização da modelagem. Só assim vamos conquistar esses compradores internacionais”, assegura. A empresária acredita que agora é a hora de resgatar clientes perdidos no tempo, conquistar novos e manter os que já têm certa frequência.

Por Fabricio Rocha