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Publicado 02/11/2016 18:41:40

Saudade pode não fazer bem para a saúde

Saudade é uma palavra existente apenas na língua portuguesa, mas um sentimento que acomete corações em qualquer idioma. Um aroma, uma música ou um filme são capazes de ativar memórias que trazem à tona pessoas ausentes ou distantes e situações do passado. Quando essas lembranças resgatam na mente momentos de felicidade e provocam gratidão pelo que se viveu, a sensação faz bem à saúde, garantem especialistas. No entanto, ela se torna maléfica — e deve ser combatida, portanto — quando evoca lamentações e mantém o pensamento preso ao que já passou.

A saudade é a evolução da perda. Quando se chega lá, é porque o sofrimento maturou. A dor trancafia, mas a saudade liberta. Ela faz querer ir para o futuro, mas honrando o que aconteceu lá atrás.

Amadurecer o luto para poder seguir em frente depende de dar tempo ao tempo e de respeitar a evolução desse processo. E tais medidas são necessárias não apenas para superar a morte de um parente, por exemplo, mas também para entender que o diferente não é necessariamente pior.

Quem nunca encontrou alguém que vive reclamando que épocas anteriores eram melhores do que a atual? Quando o presente não é respeitado, a vida se torna circular. Isso pode gerar depressão, síndrome do pânico, crise de ansiedade. Parece que o futuro não serve, só o passado. É preciso olhar o lado bom e o ruim para ver o que se pode fazer para recuperar aquilo que sente falta.

Entrar em um ciclo de ingratidão prejudica mais do que a saúde mental.

Muita gente usa mal o termo saudade, para definir uma lamentação do que não se tem. Quem fica nessa tristeza e apatia pode adoecer fisicamente, porque o organismo começa a sofrer devido à ausência de espírito e vitalidade no corpo. A pessoa energética ama o que está fazendo agora, não o que já passou.