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Publicado 28/03/2017 13:24:40

Proporção de cesáreas para de crescer, diz Ministério da Saúde

Pelo Sistema Único de Saúde, o número de partos normais já ultrapassa as cesareanas

Pela primeira vez em sete anos, o número de cesareanas realizadas nas redes pública e privada do país se mantém reduzido, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Dos 3 milhões de partos feitos em 2015, 55,5% foram cesáreas - apresentando redução de 1,5 ponto percentual em relação aos anos anteriores -; e 44,5% foram normais. No ano seguinte, o índice do primeiro procedimento, até então em escala ascendente, se manteve em 55,5%.

Ao considerar apenas as cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o número de partos normais já ultrapassa as cesareanas, atingindo 59,8%.

O Ministério anunciou ainda que, de agora em diante, toda mulher terá direito a definir o seu plano de parto, incluindo o local onde será realizado, orientações e benefícios. Outra novidade é que o parto normal poderá ser feito pela enfermeira obstétrica ou obstetriz. Também haverá flexibilização sobre demandas como o acompanhamento de doulas, novas posições e métodos de alívio da dor.

Como intervenções desnecessárias inerentes às cesareanas, o Ministério considera a episiotomia (corte no períneo), o uso de ocitocina (hormônio que acelera o parto) e a aspiração naso-faringeana no bebê. A manobra de Kristeller, em que o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão, também passa a ser contraindicada.

O comunicado indica ainda as medidas que teriam contribuído para a estabilização do número de cesarianas, entre elas: a implementação da Rede Cegonha, com investimentos em 15 Centros de Parto Normal; qualificação das maternidades de alto risco; e a maior presença de enfermeiras obstétricas na cena parto.

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