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Publicado 06/11/2017 18:17:07

Presidente do BNDES diz que Estado do Rio está em "estágio terminal" e precisa encontrar o rumo

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O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, defendeu nesta segunda-feira, 6, que o Estado do Rio de Janeiro precisa redescobrir e redesenhar suas vocações porque se encontra em estágio terminal em razão das crises que atravessa. Ele fez uma palestra no Exame Fórum RJ, evento organizado pela Revista Exame em um hotel na Zona Sul da capital.

"Precisamos realmente botar a cabeça no lugar, tendo em vista o estado terminal que eu associo à condição do [Estado] Rio de Janeiro", disse Rabello de Castro. E acrescentou: "Essa palavra é muito forte. Realmente é forte, mas precisa ser encarada. O que imaginamos para nós terminou. Acabou-se".
O presidente do BNDES disse ainda que o Estado do Rio de Janeiro ficou "politicamente desmoralizado" desde que o estado da Guanabara e o estado do Rio foram unidos na ditadura militar, em 1975, sem que houvesse um debate.

"Estamos em um estágio terminal no sentido de nossas antigas vocações. A nossa vocação sempre foi, historicamente, a vocação política. Comandávamos daqui o orçamento público", disse ele. "De certa forma, podamos a árvore", explicou.

Rabello de Castro defendeu que nem mesmo o setor de óleo e gás pode sustentar uma retomada fluminense se não houver uma "repactuação da maneira de se gastar o dinheiro público" e visão estratégica sobre o futuro.

Ele avaliou que a crise na segurança pública é também uma crise de insegurança política, de segurança financeira e fiscal. Afirmou ainda que os problemas de segurança pública ainda não estão sendo enfrentados com uma "abordagem definitiva".