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Publicado 13/04/2016 17:00:19

Pessoas ricas vivem por mais tempo

De acordo com o estudo, comportamentos que influenciam a saúde, como alimentação e tabagismo, podem ter maior impacto sobre a expectativa de vida do que mais acesso à cuidados de saúde e medicamentos.

Dinheiro pode não comprar felicidade, mas ele pode ajudar a garantir mais tempo de vida. É o que sugere um estudo publicado recentemente na revista científica JAMA. De acordo com os resultados, a população com maior renda vive, em média, 15 anos mais em comparação com aqueles com menor renda. 

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, comparou as declarações fiscais de cada americano, entre 1999 e 2014, com a expectativa de vida. Os resultados mostraram que pessoas com maior renda realmente tendem a viver mais.

Por outro lado, os dados também mostraram diferenças interessantes na expectativa de vida entre aqueles com rendimentos mais baixos dependendo do lugar onde viviam. Por exemplo, as pessoas de baixa renda que vivem em grandes cidades como Nova York e São Francisco têm maior expectativa de vida do que aquelas que moram em lugares menores, como Detroit ou Tulsa. Essa descoberta contradiz estudos anteriores que haviam mostrado que pessoas em grandes centros urbanos tendem a ter vidas mais curtas em comparação com aquelas que vivem em áreas suburbanas e rurais.

Uma possível explicação para esta descoberta é que o aumento da expectativa de vida não está necessariamente associado a um maior e melhor acesso aos cuidados de saúde e a medicamentos. Mais importante do que isso seriam os esforços de saúde pública para melhorar as condições de vida e a aplicação de políticas como restrições ao tabagismo e remoção de ingredientes pouco saudáveis, como as gorduras trans. Essas ações, segundo os autores, beneficiariam toda a população, independente do nível de renda.

A desigualdade na expectativa de vida entre localidades diferentes é melhor explicada por diferenças comportamentais do que pelo acesso aos cuidados médicos. A grande mensagem aqui é que há muito o que falar sobre a desigualdade social a nível nacional.

Fonte: veja.abril.com.br