x
Publicado 10/04/2017 10:51:22

Novo teste antecipa a detecção de problemas nos rins dos animais

Cão fazendo hemodiálise

Chega ao Brasil um exame que pode adiantar em até dois anos o diagnóstico da doença renal em cães e gatos

A doença renal crônica é uma das condições mais frequentes em cachorros e gatos, principalmente nos bichos idosos. Um em cada três gatos e um em cada dez cães desenvolve alguma forma desse problema ao longo da vida.

Os sintomas podem variar desde uma simples falta de apetite até apatia, prostração, vômitos, diarreia, emagrecimento progressivo e desidratação. Embora seja mais incidente nos animais acima dos 6 anos, bichos de todas as idades podem desenvolver a enfermidade nos rins.

Uma vez diagnosticada, a doença renal deve ser tratada por meio de dieta adequada, fluidoterapia (aplicação de soro), controle da pressão arterial e da anemia (quando presente) e medicamentos capazes de corrigir o desequilíbrio de eletrólitos ou do pH no sangue.

Alguns exames devem ser realizados a fim de flagrar a condição, como os de sangue tradicionais, que permitem mensurar a ureia e a creatinina, marcadores da função renal que se encontram aumentados na doença. Além de hemograma, gasometria, eletrólitos, urinálise e a medida da pressão arterial. Para complementar a avaliação, indica-se a realização de um ultrassom abdominal, que pode mostrar alterações nos rins através de suas imagens.

Por se tratar de uma doença crônica e progressiva, quanto mais cedo ela for detectada, maiores as chances de êxito no controle e no tratamento.

Por essa razão, recebemos com entusiasmo um novo teste, antes realizado nos Estados Unidos, que chega agora ao Brasil. Ele deverá contribuir muito para o diagnóstico precoce da doença, tão observada nos nossos velhinhos de quatro patas. Trata-se do SDMA (dimetilarginina simétrica), um biomarcador sanguíneo do estado dos rins que já acusa o problema em sua fase inicial.

Para você ter uma ideia, o tradicional teste de creatinina detecta alterações quando aproximadamente 75% da função renal já foi perdida. O novo exame promete flagrar a doença quando existe uma perda de cerca de 40% da função renal, podendo chegar à marca de apenas 25%. Isso pode representar o diagnóstico dos prejuízos aos rins com até dois anos de antecedência, se compararmos com os métodos mais tradicionais.

Falamos de uma grande vantagem se lembrarmos que, quanto antes iniciarmos o tratamento, melhores serão os resultados. Com o teste do SDMA e a precocidade no diagnóstico da doença renal, poderemos elevar em meses ou anos a expectativa de vida desses bichos, sem contar os ganhos à qualidade de vida. Além disso, o exame irá ajudar nós, veterinários brasileiros, a monitorar melhor a evolução da doença.

http://saude.abril.com.br/