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Publicado 12/06/2016 20:58:26

Namorar com contrato? Casais podem formalizar acordo em cartórios

Um olho no namorado e outro no bolso... Em época de crise econômica, uma nova modalidade de acordo entre casais está despertando polêmica no país: o contrato de namoro. Uma proteção para o momento em que um já “esqueceu” a escova de dente na casa do outro, mas quer deixar claro que não pensa em formar uma família.

O contrato serve como mais uma prova dentro do conjunto que vai caracterizar o que é e o que não é união estável. O que é redigido depende da vontade das partes. O ponto principal é a ausência de finalidade de constituir família. Também pode ficar estabelecida a vontade de morar ou não sob o mesmo teto.

Casais que moram juntos e não querem dividir o patrimônio devem fazer um contrato de união estável com separação de bens em vez de contrato de namoro:
Se o casal mora junto, é união estável. Mas viver junto não quer dizer que o patrimônio do casal se misture com o tempo.
O contrato de namoro pode ser feito em escritura na presença do tabelião ou de forma particular e levado ao cartório para registro de títulos e documentos.

OBJETIVOS — Nos Estados Unidos é comum que os casais pensem em formalizar acordos para evitar dores de cabeça futuras: É cultural. No Brasil, a pessoa fica constrangida, acha que é desconfiança, mas no exterior já existe um consenso de que é melhor criar as regras juntos antes.

PROTEÇÃO — Entre as práticas comuns entre americanos, estão as cláusulas que previnem a infidelidade financeira no casamento. Se o cônjuge esconder que teve aumento de salário ou gastar demais o cartão de crédito do outro pode dar divórcio.

PROVAS — O contrato de namoro não será uma prova definitiva de que o casal não evoluiu para uma união estável, mas formaliza a intenção da dupla de não constituir uma família naquela ocasião.

TEMPO — Normalmente, um tempo de convivência maior do que três anos, o fato de morar juntos e até a forma com que o casal se apresenta socialmente (namorados ou casados?) importa para configurar a união estável.

PATRIMÔNIO — A prova de que os brasileiros estão mais formais é aumento do número de testamentos. Nos últimos dez anos, aumentaram de 20% a 30%. Há cláusulas, por exemplo, que impedem que o genro ou a nora herdem os bens dos filhos. É uma proteção.

Fonte: http://extra.globo.com/