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Publicado 02/07/2016 11:39:17

Marlon Moraes faz desabafo: 'Tem horas que é um saco'

Marlon tem sempre que responder sobre o mesmo assunto

Campeão peso-galo do WSOF e detentor de uma série invicta de 11 lutas, o lutador friburguense Marlon Moraes tem apenas mais uma luta em seu contrato com a organização - onde está desde 2012 -, e já começa a pensar no seu futuro.

O lutador, que tem confronto marcado contra Josh Hill, no dia 30 de julho, pelo WSOF 32, explanou acerca dos contínuos comentários sobre uma ida sua para o UFC, um desejo do próprio Marlon. A entrevista foi dada ao site Tatame:

“Tem momento que é um saco! Toda hora alguém fala: ‘E aí, e o UFC? Quando você vai para o UFC? Você luta aonde, no UFC?’. Não, eu luto MMA, e com os melhores, contra qualquer um. No WSOF, às vezes é mais difícil do que lutar no UFC porque no Ultimate você é número cinco, você enfrenta o terceiro, segundo. No WSOF não, eu sou o campeão e eles vão procurar um talento para te enfrentar, como eu lutei contra o Sheymon Moraes. Muita gente não o conhecia, coloquei tudo a perder. Todas as oito lutas que fiz pelo evento eu estava na linha, não tive medo, confio em mim contra qualquer um da minha categoria e as coisas estão dando certo. Posso evoluir ainda e, se um dia a hora do UFC chegar, estarei preparado. Meu sonho sempre foi lutar no UFC, mas o WSOF me trouxe tudo o que o Ultimate poderia estar me trazendo. Porém, independentemente de grana, fama, lutar com o melhor, eu quero um dia lutar no UFC e vou estar lá, tenho certeza”, afirmou Marlon.

Natural de Friburgo, o lutador de 27 anos também vê outro evento crescendo bastante nos Estados Unidos: o Bellator. Tida como a segunda maior do mundo de MMA atualmente, a organização de Scott Coker vem inovando no seu formato e atraindo cada vez mais fãs, conforme revelou Marlon na entrevista.

“Acho que o Bellator é o evento que vem crescendo mais nos EUA, tirando o UFC. Eles estão apostando em uma maneira que o público americano gosta, eles curtem essas brigas de rua, telecatch. Às vezes eu ligo a televisão e vejo o telecatch lotado e o WSOF, que eu lutei, com um público razoável. O Bellator está indo por essa linha. As pessoas que vão para ver as lutas do estilo que era o Kimbo Slice acabam vendo outros lutadores renomados, como Patrício Ptibull, Dudu Dantas, e acabam começando a gostar. Eles estão sendo inteligentes e vem crescendo muito nos EUA”, analisou o friburguense.