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Publicado 03/03/2017 11:14:06

Glúten faz mal à saúde? Entenda a polêmica por trás da proteína

Entenda o motivo pelo qual o ingrediente não é bem-vindo na vida de muita gente

O glúten é uma mistura de duas proteínas, gliadina e glutenina, ambas presentes no trigo, cevada, centeio e aveia. A função do ingrediente é deixar a massa mais macia e elástica e, ao mesmo tempo, mais resistente para que não se arrebente ao ser puxada. Ele também tem a função de auxiliar no crescimento do alimento, porque forma uma rede protetora após o processo de sovar, que impede o escape do gás carbônico formado durante a fase de fermentação.

Dito isso, como a substância é presente em pães, massas, torradas, bolos, biscoitos e até cerveja, consumimos glúten com bastante frequência. Apesar de ser uma ótima fonte de energia para as atividades diárias e para regular o intestino, o glúten pode provocar uma série de malefícios para quem é celíaco.

A doença celíaca tem origem genética e é autoimune, ou seja, consiste em uma falha do sistema de defesa do nosso organismo que faz com que ele ataque a si mesmo. O portador da doença celíaca não pode ingerir glúten, já que este inflama a mucosa intestinal e prejudica o desempenho do corpo na absorção de nutrientes, gerando sintomas tanto no intestino como fora dele.

Entre os problemas associados à doença celíaca e o consumo de glúten estão a diarreia crônica ou constipação, anemia, falta de apetite, vômito, emagrecimento ou obesidade, atraso no crescimento, alteração de humor, distensão e dor abdominal, aftas de repetição. Todavia, quem não é celíaco mas apresenta hipersensibilidade ao glúten pode sentir sintomas parecidos. A diferença fica por conta apenas das vilosidades do intestino, que não serão danificadas e na inexistência de uma doença crônica

A associação que muitas pessoas fazem do glúten com inchaço no corpo não está errada. A retenção de líquidos muitas vezes é sinal de intoxicação. Ao retirar a ‘toxina’, ele desincha. Melhora muito. De toda forma, abrir mão do glúten na dieta não garante que você irá emagrecer. É possível que a exclusão do glúten da dieta resulte em perda de peso, mas não porque o glúten engorda e sim porque a proteína está presente em diversos alimentos comuns, e, muitas vezes, calóricos.

O inchaço, especialmente abdominal, é uma queixa muito comum e normalmente suas causas estão relacionadas a má digestão ou constipação. Alimentos que formam gases também podem causar inchaço, além de laticínios, açúcar refinado, bebidas gaseificadas e alimentos ricos em sódio. Para evitar esse problema, opte por uma alimentação equilibrada, sem excesso dos alimentos citados, priorizando alimentos integrais, frutas, verduras e legumes, e uma hidratação reforçada.

O substituto mais comum do glúten é a farinha de arroz, que pode ser utilizada em receitas de pão, bolo e torta. Outra opção é usar povilho ou fécula de batata no lugar da proteína. Glúten também pode ser substituído por farinha de trigo sarraceno; biomassa de banana verde, que tem demonstrado benefícios no controle do colesterol; farinha de coco, especialmente em bolos e tortas; e quinoa em flocos, para o preparo de bolos e biscoitos.

Para levar uma vida mais saudável, experimente trocar o trigo por arroz integral, quinoa, amaranto ou arroz negro. Abrir mão do pão e substituir por batata doce, baroa, inhame ou aipim também traz resultados mais saudáveis. A ideia é trocar por 'alimento' sem glúten em vez de biscoitinhos e industrializados sem glúten, mas nada saudáveis.

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