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Publicado 30/08/2017 10:58:57

Friburgo está entre os melhores lugares para observar estrelas no mundo

Foto cedida por: Jalmirez Silva - Fotógrafo de Natureza

Entre os principais atrativos de Monsaraz, em Portugal, estão um castelo medieval, dois conjuntos megalíticos pré-históricos, um convento do século XVII e todas as estrelas que alguém é capaz de contar. A pequena e pouco conhecida cidade do Alentejo é um importante destino do turismo astronômico, ou astroturismo, aquele que valoriza a qualidade do céu para observação de estrelas, planetas, galáxias e cometas. Ou seja, os astros que antes indicavam os caminhos, hoje são os próprios motivos para uma viagem.

A motivação de observar o céu pode ser acompanhar fenômenos pontuais — eclipses, chuvas de meteóros, aparição de planetas e cometas — ou apenas ver com mais clareza o que a poluição (atmosférica ou luminosa) das cidades esconde. A prática é mais difundida nos Estados Unidos e na Europa, mas países do Hemisfério Sul, como Austrália, Nova Zelândia e Chile, sobretudo no Deserto do Atacama, têm se tornado importantes destinos para o stargazing, como a observação de astros é chamada em inglês. No Brasil, essa atividade ainda é restrita a clubes de astronomia amadores e à programação dos observatórios espalhados pelo país.

Para o astrônomo Carlos Veiga, coordenador da Divisão Educacional do Observatório Nacional, no Rio, algumas características são fundamentais para que um lugar seja um bom destino para caçar estrelas.

— Quanto mais alto e mais escuro o lugar, e mais limpo o céu, melhor. O ideal é que seja distante dos centros urbanos e em altitudes maiores. Ou seja, sítios em Nova Friburgo ou Teresópolis, em noites sem nuvens, por exemplo, podem ser ótimos para observar o céu, sem precisar ir muito longe do Rio — cita o cientista.

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