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Publicado 21/10/2016 12:38:42

Exercícios para idosos vão além da caminhada ou hidroginástica

Incentivo à atividade física, dentro dos limites do corpo, deve ser feito. E se o limite permitir correr, levantar peso e ganhar medalhas, não há motivos para agir diferente.

Acreditar que idoso só combina com hidroginástica e uma caminhada em volta do quarteirão é uma ideia ultrapassada e que subestima a capacidade do corpo humano.

A corrida de rua, por exemplo, é um esporte com a faixa etária média elevada. Essa prática esportiva prolonga a expectativa de vida e é benéfica para os idosos, dentro dos limites físicos de cada um. O fato de a corrida ser um esporte de impacto pode trazer mais benefícios do que prejuízos, pois sabe-se que estimular o corpo com impacto ajuda na manutenção da densidade óssea, que tende a diminuir com o avanço da idade.
Além dos ossos, o passar dos anos também tem influência nos músculos, que perdem massa e força. Por isso, um treino de força periódico, como a musculação, o pilates ou o treinamento funcional, ajuda a manter o corpo forte, mais resistente e saudável.

Tivemos a oportunidade de ver nas Paralimpíadas um exemplo de que a idade por si só não é um fator limitante ao esporte. O nadador espanhol Sebastián “Chano” Rodríguez ganhou medalhas aos 56 anos de idade, competindo com atletas muito mais jovens. Ele ainda não entra na faixa etária considerada idosa, mas imagine se ele tivesse em algum momento se considerado “velho demais” para competir. Teríamos perdido a oportunidade de assistir a um nadador de alto rendimento inspirador.

A frase “esporte é saúde” se mostra verdadeira em qualquer idade. Ser idoso não obriga ao sedentarismo, pelo contrário. O incentivo à atividade física, dentro dos limites do corpo, deve sempre ser feito. E se o limite permitir correr, levantar peso e ganhar medalhas, não há motivos para limitá-lo.

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