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Publicado 18/11/2016 09:25:43

Entenda o funcionamento dos adesivos de nicotina

O número de fumantes no Brasil permanece em queda. Segundo o Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), programa de vigilância do Ministério da Saúde, a prevalência de fumantes caiu para 10,8%. Os dados mostram que as pessoas estão cada vez mais conscientes dos efeitos negativos do cigarro. Além disso, elas têm encontrado no mercado auxiliares na interrupção do tabagismo. Os adesivos de nicotina estão entre esses dispositivos. Veja como eles funcionam.

Proposta: o adesivo segue o princípio da Terapia de Reposição de Nicotina (TRN), que fornece ao usuário do produto, uma dose de um item viciante do cigarro, a nicotina, sem o risco de inalar outras substâncias presentes nele, que são muito mais nocivas, como é o caso do monóxido de carbono, pesticidas e alcatrão.

A ideia é ir tirando a nicotina do organismo ao poucos, auxiliando a reduzir crise de abstinência e fissura por fumar, já que não há uma interrupção drástica.

Funcionamento: colado na pele, o adesivo libera nicotina no organismo, durante as 24 horas depois de aplicado. Ele ajuda a controlar o desejo de fumar, especialmente aquela fissura que bate nas primeiras horas da manhã.

Locais de aplicação: o adesivo deve ser colado na pele, de preferência em uma região onde não haja pelos. A parte interna do braço, ombros, costas, nádegas, coxas e pernas são as de mais fácil adesão, mas precisam estar limpas e secas. É recomendado alternar os locais de aplicação e evitar à exposição deles ao sol.

Periodicidade: a aplicação deve ser feita uma vez ao dia. O tratamento pode durar de dois a três meses, dependendo dos números de cigarros fumados diariamente. Quem fuma mais de dez unidades, precisa adotar um período maior.

Uso do cigarro: Antes da primeira aplicação do adesivo, o usuário do produto já deve parar com o cigarro. Manter o fumo amplia o risco de haver superdose de nicotina no organismo, já que além da substância presente no auxiliar contra o tabagismo, a pessoa também inala a que está contida no cigarro.

Erros no uso: não se deve fracionar os adesivos. Ao cortá-los, o usuário impede que o produto libere a quantidade adequada de nicotina no organismo, prevista em sua formulação. Da mesma forma, o tratamento não deve ser interrompido antes do prazo. Isso prejudica a eficácia do auxiliar contra o tabagismo.

Resultados: as Terapias de Reposição de Nicotina, com adesivos, sprays, goma de mascar e pastilhas,aumentam as taxas de sucesso em abandonar o tabagismo em 50 a 70%, de acordo com uma análise, revisada em 2012, da rede global de pesquisadores independentes Cochrane.

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