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Publicado 03/02/2017 11:04:36

Embalagens de fast-food podem ter composto tóxico

Você adora fast-food? A ciência acaba de dar mais um motivo para você largar ou pelo menos diminuir esse hábito. Além de todos os malefícios à saúde comumente associados a esses alimentos, um estudo publicado recentemente na revista científica Environmental Science & Technology Letters mostrou que produtos químicos usados na fabricação das embalagens em que esses produtos são armazenados depois de prontos podem causar diabetes e câncer.

“Essas substâncias químicas têm sido associadas a inúmeros problemas de saúde, por isso é preocupante que as pessoas estejam potencialmente expostas a elas em alimentos”, disse Laurel Schnaider, principal autora do estudo.

Crianças correm maior risco

O estudo, realizado pelo Instituto Silent Spring, nos Estados Unidos, analisou mais de 400 embalagens de papel e cartolina de 27 cadeias americanas de fast-food. Os resultados mostraram que as embalagens à prova de gordura nas quais esses alimentos são guardados depois de prontos contêm substâncias químicas fluoradas que entram em contato com o alimento e, após ingeridos, podem modificar o DNA e os processos de replicação celular. Isso significa um potencial risco para o desenvolvimento de problemas de saúde como puberdade precoce, distúrbios de fertilidade, distúrbios de desenvolvimento em crianças, doenças da tireoide, obesidade, câncer e diabetes.

Ainda de acordo com os autores, as crianças são as que correm mais risco pela ingestão destas substâncias, pois seus corpos ainda em desenvolvimento estão mais vulneráveis a químicos tóxicos.

Meio ambiente

Em seu estudo, Laurel aplicou uma técnica de emissão de raios gama para identificar os compostos fluorados. No total, os pesquisadores identificaram cerca de 20 tóxicos altamente fluorados. Quase metade das embalagens de papelão e 20% dos papéis analisados continham flúor.

Além dos riscos diretos à saúde, os autores alertam que esses compostos fluorados “sobrevivem” ao descarte e ao serem jogados em aterros sanitários – local onde a equipe de Laurel encontrou diversas embalagens – podem migrar para águas subterrâneas, com potencial impacto potencial no abastecimento de água potável.

http://veja.abril.com.br/