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Publicado 01/08/2016 15:41:07

Cutting: o que é? Como é feito?

O termo cutting é algo bem recorrente em academias e círculos de pessoas que dão bastante atenção para sua forma física. No Brasil, algumas pessoas também dizer que o cutting é o processo de “ficar rasgado”.

Ele representa a fase final de um ciclo de ganho de massa muscular, e quer dizer, de forma simplificada, o processo de perder a gordura do corpo, diminuindo a quantidade de calorias diárias.

Seu objetivo final é fazer que, com a perda de peso, os músculos desenvolvidos durante as fases anteriores do ciclo tornem-se mais visíveis – o que não é tão possível, quando há um certo nível de gordura sobre as camadas de musculatura.

Como fazer o cutting?
O processo de cutting é definido pela quantidade de calorias que você consome diariamente. Ao realizar o procedimento, você precisa simplesmente consumir menos calorias diárias do que o seu corpo gasta para manter-se.

Como regra geral, se você consome 500 calorias a menos do que o necessário por dia durante uma semana, isso resulta em uma perda de cerca de meio quilo no final do período.

Esta quantia obviamente varia de pessoa para pessoa, mas costuma ser uma regra funcional para pessoas que praticam atividades físicas diárias, especialmente as que exigem força e recuperação corporal, como é o caso da malhação.

Você não deve, no entanto, cortar a quantidade de proteína que consome enquanto está no processo de cutting. Espera-se que você consuma ao menos 1.2 gramas de proteína para cada quilograma de massa magra no seu corpo (uma avaliação física completa deve ajudar a fazer um diagnóstico destes dados).

Consumir a quantidade correta de proteína é essencial para garantir que o seu corpo consuma os carboidratos e a energia armazenada em forma de gordura no seu corpo, ao invés de atacar diretamente os seus músculos.

Qual deve ser a velocidade do cutting?
Muitos profissionais divergem a respeito da velocidade ideal para se praticar este procedimento, uma vez que cada técnica apresenta suas vantagens e desvantagens.

O cutting é significativamente mais difícil do que simplesmente perder peso, pois envolve a necessidade ativa de não danificar os ganhos de massa magra do indivíduo, ao mesmo tempo em que exige resultados específicos para a queima de gordura.

Via de regra, se você perde peso de forma muito rápida, você certamente terá impactos negativos na sua força e na sua musculatura, pois é difícil isolar apenas a gordura, em perdas muito velozes.

Uma boa velocidade, é mirar em uma perda em torno de meio quilo por semana. Isso aumenta as chances de afetar a massa muscular da menor forma possível.

No entanto, se você quiser acelerar o processo, pode criar um déficit de calorias ainda maior em sua dieta – e isto permite que você volte ao ciclo de crescimento o quanto antes, recuperando a massa magra perdida durante o cutting.

É necessário mudar o treino durante o cutting
Muitas pessoas associam o procedimento do cutting à necessidade de malhar com menos intensidade, e acabam diminuindo as cargas durante o processo. Na prática, essa é uma péssima ideia, e você não deve fazer isso.

Se você diminuir a intensidade dos seus exercícios físicos nesta fase, duas coisas negativas irão acontecer. Em primeiro lugar, isto dará ao corpo a ideia de que seus músculos são uma fonte de energia – o que favorecerá a perda de massa muscular.

Além disso, você diminuirá a quantidade de energia consumida pelo corpo durante o dia, o que tornará seu processo de cutting muito menos eficaz, pois diminui o déficit calórico que você precisa criar.

Durante o cutting, não malhe menos – se possível, o faça ainda mais, com mais intensidade. O objetivo é que, no final deste ciclo de emagrecimento, você consiga realizar os exercícios com o mesmo peso que realizava antes de emagrecer.

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