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Publicado 13/11/2016 19:25:08

Como o parceiro pode ajudar alguém com depressão

Lidar com os sintomas da depressão é um desgaste, não só para quem sofre com a doença, como também para quem convive com a pessoa. Afinal, alterações comportamentais, como picos de agressividade, humor inconstante, desinteresse sexual, desânimo para atividades de lazer e baixa autoestima fazem parte da rotina do depressivo. Com tudo isso, ajudar alguém com depressão e, ao mesmo tempo, não deixar com que o relacionamento seja afetado, é uma missão que exige cuidado, paciência e dedicação.

Como o parceiro pode ajudar alguém com depressão?

A depressão é uma doença ainda cercada de muito preconceito. Isso faz com que sejam dificultadas as discussões sobre ela e, até mesmo, impede que muitas pessoas peçam ajuda. Trata-se de uma doença que traz um estigma para os pacientes, que muitas vezes não são compreendidos nem mesmo pela família.

Somente com informação de qualidade é que os familiares poderão entender que se trata de uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apresenta vários aspectos biológicos e não tem nada a ver com preguiça, falta de força de vontade ou fé.

A participação do parceiro (a) durante o tratamento é fundamental, fazendo com ele seja um elo entre o médico e o paciente. Sem dúvida, a luta contra a desistência do tratamento é muito mais leve quando o companheiro do paciente trabalha em conjunto com o médico, especialmente nos casos graves de depressão.

Confira algumas atitudes que o cônjuge pode adotar durante o tratamento do parceiro que sofre de depressão:

• Responsabilizar-se por lembrar o paciente de tomar a medicação prescrita pelo médico.
• Assumir temporariamente algumas das tarefas domésticas.
• Se oferecer para acompanhar durante as sessões de psicoterapia.
• Estimular uma boa alimentação
• Incentivar o parceiro a exercitar-se, podendo acompanhá-lo em alguma atividade.
• Ajudar a estabelecer um bom padrão de sono.

A depressão e a perda de libido

Além de uma possível perda do interesse sexual, há um receio por parte dos pacientes que os medicamentos utilizados no tratamento da depressão tenham impactos negativos sobre a libido.
É preciso considerar que cada pessoa tem sintomas específicos da doença, assim como casa uma reage de forma particular aos antidepressivos. Hoje, há medicações que já não exercem impacto significativo sobre o peso do paciente nem sobre o desejo sexual. Outros fatores, físicos e psicológicos, podem interferir na libido, como alterações hormonais, algumas doenças e a qualidade da relação conjugal e da vida sexual no período anterior à depressão.

Preocupações com a própria aparência também podem ter impacto direto sobre a vida sexual do casal. Essa valorização da autoestima por parte do parceiro, é outra missão essencial para tornar esse processo de tratamento da doença mais leve e colaborar para a aproximação do casal.

doutissima.com.br