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Publicado 31/05/2016 15:13:23

Cirurgia plástica tem técnicas menos agressivas e menos dor no pós-operatório

Lipoaspiração, próteses para mamas e intervenções no nariz e nas pálpebras lideram a preferência de intervenções no país. Confira o que há de mais novo para chapar a barriga e turbinar os seios

Lipoaspiração, aumento de mamas, intervenções no nariz e nas pálpebras, ainda são os procedimentos mais procurados pelas brasileiras. O país é líder de cirurgias plásticas, seguido pelos Estados Unidos. Há 20 anos uma lipoaspiração utilizava cânulas grossas que removiam uma quantidade enorme de gordura, causando traumas nos vasos sanguíneos e hematomas doloridos. No caso do aumento das mamas, os modelos de próteses nem sempre acompanhavam a anatomia da mulher. Hoje, o médico dispõe de cânulas finas para a lipo e diversos tipos de implante que se moldam melhor ao corpo da paciente.

LIPOASPIRAÇÃO
MENOS DOR, MELHOR RESULTADO
Ficar com o abdômen sequinho, os culotes discretos e as pernas mais finas exige paciência e disciplina. A cirurgia é complicada e o pós-operatório pode ser cruel para quem precisa eliminar grandes quantidades de gordura, como níveis acima de 10%. Há 15 anos, houve uma banalização da lipo, com muitos médicos fazendo o procedimento na própria clínica. Hoje, procura-se a estrutura de um hospital.

COMO EVOLUIU
PREPARAÇÃO: Está mais criteriosa. O médico faz uma avaliação completa com fotos e conversas para saber qual o desejo do paciente. Dessa maneira, é possível definir as técnicas a ser realizadas e descobrir as limitações daquele corpo. Antes da cirurgia, ainda no quarto, o anestesista faz mais uma bateria de exames e, em seguida, o médico marca com caneta as áreas do corpo que serão reduzidas.

ANESTESIA: Peridural com ou sem sedação. Antes, a geral era mais comum.

TÉCNICA: Para a sucção, são utilizadas cânulas de calibres diferentes. As mais finas entram no final do procedimento para refinar a área tratada. Há, ainda, modelos de cânula que vibram e sugam a gordura a vácuo e também versões acopladas a um aparelho de laser, indicadas para quem tem também excesso de pele e flacidez. Os médicos precisam seguir os limites de perda impostos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: 7% de gordura ou 30% do peso corporal do paciente (cerca de 2 litros de gordura).

PÓS-OPERATÓRIO: O repouso absoluto leva sete dias. A partir da segunda semana, dá para retomar algumas atividades de forma moderada, como dirigir e lavar os cabelos. Antes, esse período crítico durava pelo menos um mês. Outra exigência dos médicos para garantir melhores resultados é usar cinta por dois meses, 24 horas por dia. Também é indicado placas modeladoras feitas de espuma ou neoprene que ajudam na compressão”, diz Bárbara. Como ajuda extra, vale investir em fisioterapia para evitar a formação de fibrose nos locais aspirados, além de drenagem linfática, que diminui o inchaço.

RESULTADOS: Começam após uma semana, quando os edemas diminuem e os contornos corporais ficam aparentes. O resultado final aparece entre dois e três meses. As únicas cicatrizes que ficam são pequenos pontos de 1 centímetro por onde as cânulas entram.

MAMOPLASTIA
PRÓTESES MENORES E EFEITOS NATURAIS
Até a década de 80, as brasileiras nem pensavam em aumentar o tamanho do sutiã. A procura era bem maior por cirurgias de redução de mamas. A partir dos anos 90, os consultórios começaram a lotar de mulheres em busca de um decote turbinado. Na época, só havia dois formatos de prótese: redonda ou anatômica, ambas com duração de dez anos, e as mulheres queriam seios enormes, alguns até desproporcionais.

COMO EVOLUIU
PREPARAÇÃO: Se antes os médicos colocavam próteses grandes para satisfazer o desejo das pacientes, hoje um profissional respeitado faz exames clínicos, mede a largura das costas e do peitoral e aí escolhe o tamanho e o formato da prótese. Muitas vezes, a mulher chega querendo aumentar as mamas, quando é preciso somente reposicioná-las com um implante bem menor.

ANESTESIA: Peridural ou local com sedação, como antes.

TÉCNICA: O implante é colocado na frente ou atrás do músculo peitoral através de uma incisão na pele que pode ser feita abaixo da mama, na axila ou na parte inferior da aréola. O que difere são as cicatrizes, que hoje são bem menores do que antigamente, não ultrapassando 5 centímetros.

PÓS-OPERATÓRIO: É preciso ficar de repouso total na primeira semana, sem mexer os braços nem pegar peso. Quinze dias depois, é possível voltar às atividades diárias. Tomar sol ou ir à academia, só depois de dois meses. Como são texturizados e feitos com poliuretano, os implantes hoje endurecem menos e têm risco praticamente zero de ruptura.

RESULTADOS: As novas próteses são bem personalizadas, já que o formato cônico, mais popular hoje, é moldado de acordo com a necessidade da paciente. Fica bem mais natural.

Fonte: http://revistamarieclaire.globo.com/