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Publicado 05/10/2015 13:17:04

As doenças que surgem com a terceira idade

A prática de atividades nessa época da vida só trás benefícios

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente existem 15 milhões de idosos no país, a expectativa é que em 2050, um terço da população será idosa. Esse aumento é o resultado de fatores como a melhora na qualidade de vida do brasileiro, boa alimentação e mais acesso à saúde. 

Ter a perspectiva de avançar na idade é ótimo, mas com esta realidade surgem novos problemas. Uma das doenças associadas a velhice são as degenerativas, que surgem aos poucos e não possuem cura. Elas tiram a liberdade do idoso e comprometem funções importantes do organismo, uma das formas mais conhecidas são as demências, que possuem diversas variações, sendo o Mal de Alzheimer a mais comum. 

Geralmente essas enfermidades são síndromes que vão comprometendo progressivamente as funções cognitivas dos portadores, afetando a memória, o comportamento e na maioria das vezes, a habilidade de realizar atividades comuns como comer, andar e falar.

Os dados do Censo mostram que 75,5% dos idosos possuem algum tipo de doença crônica: Hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, câncer, artrites, infecções, obstipação, osteoporose ou disfunção sexual, etc. Conforme a idade vai avançando é comum as pessoas perderem algumas capacidades e funções, mas dentro de um nível que não compromete significativamente a independência e a autonomia.

Os geriatras alertam para duas doenças comuns entre os idosos e que, muitas vezes, demoram para serem diagnosticados pó até mesmo percebidos pelos familiares, é a iatrogenia e a depressão. A iatrogenia é o uso de medicação em excesso, segundo um estudo norte americano pessoas com mais de 65 anos ingerem em média 20,6 remédios para tratar as mais diversas doenças crônicas, e a ingestão dessa quantidade de medicação pode acarretar em alterações comportamentais, quedas, perda de memórias, lesões cutâneas e aumento da ansiedade. 

Já a depressão é comum nos idosos e está associada a tristeza, os familiares devem prestar atenção em sintomas como desejo expresso de morte, inatividade, negativismo, frustração, insônias, obstipação ou diminuição da libido. A morte de um familiar próximo, uma mudança de residência ou um internamento podem estar na origem de uma depressão e essa doença diminui a qualidade de vida do idoso e o conduz ao risco de mortalidade.

TRATAMENTO

Sabemos que cada dia mais a geriatria se torna uma área importante da medicina e cada vez mais decisiva para a saúde da população. Para a Sociedade Brasileira de Geriatria, seria ideal que existisse um geriatra para cada mil idosos, mas atualmente temos um para cada cinco mil idosos, o que leva a maior parte dos diagnósticos de doenças crônicas e degenerativas serem realizados quando essas enfermidades já estão em um estágio avançado, quando as possibilidades de tratamento, ou mesmo cura, são menores e mais caras.

Para evitar doenças e ter uma boa qualidade de vida é preciso ter uma alimentação adequada, com a presença de frutas, verduras, leite e vitaminas, já que o idoso tem naturalmente falta de vitamina B, e devem evitar comida gordurosa, industrializada, bebidas alcoólicas e cigarros.

Para a terapeuta de senilidade, Marta Fernandes Altmann os idosos precisam se conscientizarem que a idade está chegando e que o corpo sente este momento, ” temos que nos conscientizar que devemos mudar nossos modos e estilos de vida, adquirir hábitos saudáveis, ler, fazer exercícios, viajar, ativar o cérebro para que a saúde fique sempre boa, se iniciarmos este processo na fase jovem chegaremos na terceira idade com muito mais saúde e disposição”.

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