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Publicado 02/01/2017 11:37:48

Acesso à internet é maior por celular

Pesquisa divulgada pelo IBGE aponta também que quanto maior a escolaridade, maior é o uso da rede

O uso do telefone celular se consolidou como o principal meio para acessar a internet no Brasil. É o que mostra o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, divulgado ontem pelo IBGE.

No ano passado, 92,1% dos domicílios brasileiros acessaram a internet por meio de celular, enquanto 70,1% dos domicílios, por meio do microcomputador. Em 2014, o acesso à internet (80,4% dos domicílios) por celular também predominou em relação ao computador (76,6% dos domicílios).

“O computador tem perdido espaço nessa utilização da internet enquanto outros equipamentos têm ganhado relevância. O acesso pelo celular vem ganhando mais importância frente ao meio mais tradicional, que era o microcomputador”, comentou a pesquisadora do IBGE Helena Oliveira Monteiro. “Em 2015, verificamos pela primeira vez uma redução em termos absolutos no número de domicílios que acessaram a internet por meio de microcomputador, passando de 28,2 milhões de domicílios, em 2014, para 27,5 milhões, em 2015.”

TODAS AS REGIÕES
Em 2015, todas as regiões passaram a navegar na rede mais pelo celular. A Região Norte apresenta o maior percentual de domicílios que usam o celular para acesso à internet (96,7%), seguida do Centro-Oeste (95,6%), do Nordeste (93,9%), do Sudeste (91,5%) e do Sul (88,2%).

Em 2015, o percentual de pessoas que acessaram a internet alcançou 57,5% da população com 10 anos ou mais de idade, o que corresponde a 102,1 milhões de pessoas. O contingente de jovens de 18 ou 19 anos teve a maior proporção (82,9%). Em todos os grupos na faixa de 10 a 49 anos, o uso da internet ultrapassou 50%.

A utilização da internet mostrou relação direta com os anos de estudo, indicando proporções crescentes entre os mais escolarizados. O maior percentual de acesso à internet foi observado na população com 15 anos ou mais de estudo (92,3%).