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Publicado 12/11/2015 16:45:50

Acessar wi-fi em lugares públicos pode expor os dados do usuário

“Pode me passar a senha do wi-fi?”. Muita gente faz essa pergunta no restaurante, no shopping center ou até no trabalho. É difícil resistir a uma internet gratuita, geralmente mais veloz do que a conexão de dados do celular. Mas, ao entrar numa rede gratuita, a maioria dos usuários não tem ideia do risco que corre. A inocente conexão pode revelar aos hackers dados pessoais, como senhas de banco, números de cartão de crédito e fotos guardadas no celular ou no computador. Segundo o instituto Cert.br, somente em 2014, mais de um milhão de ataques foram reportados, número quase três vezes maior do que o de 2013: 352 mil.

Conectar-se a redes públicas é algo que 61% dos brasileiros que têm celulares ou outros dispotivos fizeram pelo menos uma vez, em 2013, segundo a Symantech, companhia de segurança digital. Mas uma conexão desse tipo pode ser acessada, como o nome diz, por qualquer pessoa mal-intencionada. Portanto, nem as redes públicas com senhas são seguras.

— É como se a pessoa se trancasse em casa e desse uma cópia da chave para um monte de gente. Por mais que você saiba para quem passou a senha, não vai saber se o cliente sentado à mesa ao seu lado é ou não um hacker — explicou o diretor da e-Sec, empresa especializada em proteção digital.

Entre os erros cometidos mais comuns está acessar páginas de bancos ou redes sociais utilizando conexões desse tipo.

— Se eu acesso uma rede pública, preciso ter consciência de que outras pessoas também estão nela. Então, não devo fazer, por exemplo, transações bancárias ou outros serviços críticos em que eu me exponha a pessoas mal-intencionadas — explicou o líder de análise de malwares da PSafe, Thiago Marques.

Não são só os usuários, no entanto, que devem tomar cuidado. Os donos de estabelecimentos comerciais que fornecem internet gratuita aos clientes também podem evitar problemas.

— O ideal seria ir além das configurações básicas do roteador e mudar a senha com frequência — ensinou Thiago.

Saiba como se proteger:

Bancos: Não acesse contas bancárias se estiver conectado numa rede pública. O risco de interceptação de dados é muito grande. Prefira conexões confiáveis, como a de casa ou a de dados do celular.

Senhas: Mude as senhas mais importantes com frequência e evite, por exemplo, que a do e-mail seja a mesma do joguinho de celular. As configurações de segurança dos games são geralmente mais fracas do que as de provedores. Caso seja dono de um estabelecimento que forneça internet grátis, proteja a conexão com uma senha forte e altere-a com frequência.

Conexão: Antes de acessar uma rede wi-fi pública, verifique qual é o nível de segurança da conexão, clicando em "Detalhes". Dê preferência a redes tipo “WPA2”, mais modernas. As conexões “WEP” e “WPA” são mais antigas e, portanto, menos seguras.

Roteador: Depois de instalar o roteador e conectá-lo à internet, altere as configurações básicas que vêm com o aparelho. É recomendável mudar o nome do modem e a senha padrão que vem cadastrada nele. Dê preferência a senhas que combinem números com letras maiúsculas e minúsculas.

Desconfie: Sempre que estiver conectado a uma rede pública, desconfie das páginas acessadas. Confira sempre o endereço para saber se aquele site é verdadeiro. É importante também checar com o dono do estabelecimento o nome da conexão, para evitar redes-fantasmas.

https: No navegador, confira sempre se o ambiente é seguro. É importante que, nas páginas em que são exigidos dados pessoais, apareça a sigla “https” antes do endereço. O “s” no fim significa que a área é segura. Em alguns navegadores, aparece um cadeado antes da URL.

Fonte: http://extra.globo.com/